Sentiu todos os músculos do seu corpo magricelo relaxarem quando a
água morna veio de encontro com sua pele pálida. Era um misto de paz e
dor. Quando elas passavam por cima dos inúmeros machucados que adquiria
diariamente, antes que os antigos pudessem cicatrizar. Sua mente estava
vazia, aprendera a fazer isso com o tempo: controlar sentimentos,
expressões e até mesmo o que pensava.
Notou uma presença no
banheiro e um olhar fixado nele, mas continuou com os olhos fechados,
abriu-os sem olhar para a presença, terminou seu banho e saiu do
banheiro passando em frente a outro homem com quase o dobro do seu
tamanho, e de corpo atlético, ignorando-o. Secou-se e vestiu uma roupa
qualquer. Sabia que os olhos verdes do outro ainda o seguiam de longe.
Estava deitado na cama – apenas um colchão velho que ganhara do vizinho,
largado no chão – enquanto lia um livro sobre magia. Não sabia o
motivo, mas se interessava muito por magia, tinha vários livros assim
espalhados pelo chão do quarto e quando recebia seu salário, e não
gastava o dinheiro em drogas e bebidas, torrava nesses livros. Estava
muito entretido na leitura e, realmente, havia se esquecido do outro
homem que continuava ali, fitando-o, só lembrou-se dele quando ele tomou
o livro de sua mão e colocou o corpo por cima do dele, ainda deitado,
cobrindo-o.
– Que diabo, Aurel! Pretende fingir que eu não existo?
– O homem disse, irritado e impaciente, assim como Aurel, o garoto,
sabia que ele faria.
– Eu não estava fingindo, eu realmente me
esqueci de você. – Pretendia mais irritá-lo do que ser sincero, sabendo
que ele reclamaria até que o sol voltasse ao céu. E o Nial – nome do
outro – realmente o faria se Aurel não o tivesse interrompido – E, antes
de tudo, foi você quem começou com isso. Parado no banheiro me vigiando
como um psicopata, que pouca vergonha! – Fingiu que estava ofendido com
o ato, enquanto sorria de leve, zombeteiro.
Nial desceu o rosto
até que seus lábios se encontrassem aleatoriamente, como se esquecesse de
que estava, até poucos minutos, irritado com o outro, e Aurel se deixou
levar pelo beijo dele, por suas mãos despindo-o e por eu corpo
tomando-o, e enquanto eles eram apenas um, e antes que o sol nascesse e
levasse tudo embora, Aurel sentia um sentimento bem próximo da
felicidade, mas mesmo se fosse a própria felicidade batendo em seu
coração, ele não a conseguiria reconhecer.
Assim como Aurel sabia
que aconteceria, quando sentiu a claridade que vinha da janela do quarto
em seu rosto se desvencilhou dos braços de Nial, que dormia quarto, e
foi fechá-la. Sua “casa” tinha apenas um quarto e um banheiro, era o que
o salário que ganhava permitia-o pagar. Nial já havia oferecido,
insistido e quase implorado para que ele se mudasse para sua casa, mas
Aurel recusara todas às vezes. Nial era a única coisa que sobrara para, e
ele tinha medo de perdê-lo, assim como perdeu todas as outras pessoas
que se aproximaram demais.
Eu vou perder você também? Aurel
sentou-se novamente na cama, ao lado do corpo nu do outro, passando a
mão entre seus cabelos. A ideia de perder Nial era sufocante. Também?
Diabos! Eu nunca tive nada para perder, nem meu corpo era meu. Eu nunca
cheguei a perder nada, eu sequer as tive, acho que isso é ainda pior...
Sua cabeça doeu subitamente e seus olhos ficaram embaçados, pensou
ser alguma espécie de abstinência, apesar de não ter passado muito
tempo da última vez que ele drogou-se. Voltou a deitar sobre o braço de
Nial e esse, dormindo, abraçou sua cintura como antes dele se levantar.
Aurel
não sabia onde estava. O lugar parecia uma casa abandonada, a tinta das
pareces velhas, sujas e descascando e os móveis empoeirados. Uma
estranha bruma pairava dentro da casa, na altura dos joelhos dele. A
escada em espiral que havia no centro daquela sala era a única coisa que
não estava destruída ou parecia ser velha. Tentou se aproximar da
escada, mas quanto mais andava mais longe ela parecia ficar. Tentou
falar, mas não saía qualquer som da sua boca, sentia um terrível
sentimento de fragilidade quando uma voz, feminina, suave e doce,
pareceu surgir e ecoar por todo o cômodo. Aurel procurou a dona daquela
voz, girou e olhou por todos os cantos, até que ela apareceu na sua
frente. Aurel se assustou e recuou alguns passos. Ela não estava ali há
dois segundos, pensou. Ela era bonita, tinha uma aparência exótica e
diferente de todas as pessoas que conhecera, mas era inegavelmente
bonita. Sua pele pálida, rente à cor óssea, parecia emitir alguma
espécie de brilho e contrastava com seu cabelo cacheado que tinha uma
cor azul escuro.
Bem vindo, senhor. Faz muito tempo que não lhe vejo, duas ou mais vidas. Tenho tentado entrar em contato desde o tempo em que deixou sua casa, meu senhor.
A boca da mulher, que era tão branca quanto à pele, quase não dando para conseguir diferenciá-la do rosto, não se mexeu, mas mesmo assim a voz saíra de algum lugar e ecoara por todo aquele cômodo. Onde estou? Diabos! Aurel não falara, mas seu pensamento saiu audível como se o tivesse feito, ecoando pelo cômodo, como o da mulher.
Oh, então você ainda não sabe da sua real identidade. Desculpe-me, meu senhor, cometi um engano e de nada servirá o meu esforço em trazê-lo para cá se você de nada ainda se lembra. Aurel estava assustado e tinha milhares de perguntas, abrira a boca para gritar, chamá-la de louca e mandá-la tira-lo dali, mas não saiu nenhum som e se lembrou de que, naquele lugar, só se ouviam pensamentos. Não fora rápido o suficiente e, quando “diria” tudo isso novamente, de modo que ela ouvisse dessa vez, o lugar que ele estava começou a desmoronar. As paredes tremiam como um terremoto, mas o chão continuava firme, e a névoa, antes na altura do joelho, subia rapidamente. Olhou para a mulher, desesperado, e vira o rosto pálido transformar-se em uma caveira e cair, desmontado, no chão e do meio dos ossos surgir um enorme corvo, que voou sobre sua cabeça, assustando-o, e desaparecendo no segundo seguinte. A névoa já o cobria quase por inteiro, faltando apenas a cabeça, e parecia ficar sólida, deixando seu corpo imobilizado. Fechou os olhos perante o medo, esperando que ela terminasse de cobri-lo.
Acordou
sobressaltado, sentando na cama e livrando-se do abraço do homem ao seu
lado, que também acordou e levantou levemente assustado. Aurel
sentia-se aliviado, agora, que percebera que tudo não passara de um
sonho.
– Aconteceu alguma coisa?
– Não, nada demais, só um
pesadelo. Volte a dormir. – Nial, que, apesar de ter dormido toda a
noite, continuava mortalmente cansado, fez como ele disse voltou a
dormir. Aurel se levantou e foi pra o banheiro tomar banho para ir
trabalhar.
Tomou um banho rápido, não precisaria sequer tomar
banho se tivesse apenas dormido na última noite. Vestiu uma calça jeans e
blusa branca e voltou ao banheiro para escovar os dentes. Quando se viu
no pequeno espelhou tomou um susto: havia o desenho saindo de seu
pescoço. Tirou novamente a camisa e havia uma árvore sem folhas, apenas
galhos retos, desenhada no meio do peito, alguns galhos chegando-lhe até
o pescoço. Ficou durante algum tempo apenas observando, mas ela sumira
do nada, assim como viera, quando ele tentou tocá-la. Estava perturbado;
imaginava se as drogas teriam feito alguma coisa com sua cabeça,
deixando-o louco. Não iria contar a Nial; Ele nunca contava nada para
Nial, era apenas o ouvinte. Cuspiu a pasta de dente, recolocou a camisa e
um casaco e saiu depressa, estava atrasado para o trabalho.
Correu
até o trabalho, não tinha uma bicicleta ou dinheiro para gastar com
ônibus e as ruas da Alemanha estavam mais frias que o normal,
arrependeu-se de ter levado apenas um casaco. Não estava tão preocupado,
pois sabia que Hanz, o cara com quem trabalhava e o considerava amigo –
apesar de Aurel não o considerar sequer colega e sempre dispensá-lo na
primeira oportunidade, encobriria o pequeno atraso, como já fizera
muitas outras vezes.
Chegou à lanchonete dez minutos atrasado,
entrou pela porta dos fundos, pegando rapidamente a caneta e o bloco de
notas, indo atender alguns clientes na mesa. Hanz, um homem alto (ainda
maior que Nial), porém esguio e com hipnotizantes olhos azuis, estava
anotando o pedido de uma mesa com quatro jovens, apesar de seu trabalho
ser apenas no balcão servindo bebidas. Sabia que o moreno o encobriria
mesmo que isso lhe arriscasse o emprego, apesar de não saber o motivo de
ele ter nutrido uma amizade tão grande assim por ele, que nunca dirigiu
ao outro nenhuma palavra que fosse estritamente necessária. Quando Hanz
percebeu Aurel, depois de atender os jovens, acenou para ele com a
cabeça e voltou para o balcão.
A tarde foi longa e cansativa, as
gorjetas, principal fonte de renda para continuar com seu vício – porque
seu salário mau dava para pagar o aluguel da casa e as contas, fora uma
droga, mesmo assim Aurel fora direto para seu fornecedor assim que saiu
da lanchonete. Não ficava muito longe de onde ele trabalhava, era um
beco escuro á quatro quarteirões da lanchonete, cerca de vinte minutos
andando a pé.
– Eu não devo vender nada pro’cê, cara! Cê tá
devendo, cara, e tem sorte do chefe num tê ido atrás d’ocê! – A maneira
porca e pobre, cheia de erros e gírias, do traficante falar incomodava
Aurel, mesmo que já o conhecesse há muito tempo. Sabia que estava
devendo dinheiro e que tinha sorte de não ter, no mínimo, levado uma
surra ainda, mas não podia controlar.
– Eu sei, eu estou com o
dinheiro, está bem? Vou pagar logo, agora me entrega isso, vai! – Ele
mentiu. Ainda não tinha todo o dinheiro que precisava, mas não tinha
outra opção senão mentir. Ele entregou o dinheiro para o homem e este o
entregou a mercadoria. Não era nada pesado e ele não abusava da
quantidade, só precisava de algumas horas de calma e alucinações.
Usou-a
ali mesmo, sentindo instantaneamente tudo em sua volta girar e encostou
as costas em uma das paredes sujas, escorregando as costas nela até
ficar sentado no chão sujo sob efeito da droga. Ficou ali até que ela
terminasse, e continuou durante um bom tempo jogado naquele beco sujo
até que seu efeito passasse – ou pelo menos amenizasse – para poder
voltar para casa. Ainda se sentia zonzo e levemente atordoado, mas
prosseguiu.
No meio do caminho sentiu que estava sendo seguido,
olhou para os lados e chegou até mesmo a desviar totalmente do caminho
para sua casa, mas a sensação não passou. Ouviu o grasnar de vários
corvos que haviam surgido sem que ele percebesse, nunca havia visto um
antes, e um terror apossou do seu corpo quando se lembrou do seu sonho, e
da mulher que se dissolvera em ossos e transformara-se em um corvo, e o
terror só aumentou quando ele percebeu que um dos corvos, o maior
deles, parecia segui-lo por aonde ele ia, sempre sobrevoando sobre sua
cabeça e pousando por pertos, com os olhos negros e sem brilho fitando-o
com fome.
Você corre perigo. Não volte para casa!
Ele
ouviu uma voz, a mesma voz da mulher que vira em seu sonho, em sua
cabeça. Apressou o passo ainda mais assustando, querendo chegar em casa o
mais rápido possível, o efeito da droga ainda leve em seu organismo.
Não vá! Você não deve ir! Volte!
Ouviu
novamente e então começou a correr, correu até que chegasse rapidamente
em usa casa. Entrou rapidamente pelo portão velho e enferrujado,
tremendo as mãos – não sabia se era de medo ou efeito da droga – na hora
de abrir com a chave. Quando finalmente conseguiu coloca-la e girou-a,
percebeu que não estava trancada e se lembrou de que Nial estava lá
dentro, e por isso havia saído sem trancar. Entrou mais que depressa e
deixou a chave com um bolo de chaveiros pregado na porta.
Sentiu
um alívio ao entrar, como se lá dentro essas estranhas alucinações não
pudessem mais persegui-lo. Os segundos de paz e alívio se esvaíram
quando encarou vários homens no quarto. Sentiu o sangue e o corpo gelar
quando reconheceu os homens e um deles, escondido entre os brutamontes,
disse.
– Ora, ora, olha quem está aqui. Iríamos começar a festa
sem você, amigo. – Sua voz e sorriso tinham malícia. Era Eddy, o chefe
das pessoas com que ele comprava drogas e a quem devia uma quantia
considerável de dinheiro. Seu cabelo loiro e encaracolado e seus dentes
amarelados nunca pareceram tão ameaçador quanto naquele momento.
Sua
garganta falhou. Ele pensou em correr, abrir a porta e fugir o mais
rápido e ir o mais longe que conseguisse, mas seus planos caíram por
terra quando ele viu Nial ajoelhado ali, sendo segurado por dois homens e
com um corte nos lábios que sangrava, em seu rosto também tinha alguns
leves hematomas. Aurel correria dali e deixaria qualquer pessoa nas
mãos, aprendera com o tempo a não se preocupar com ninguém além de si
mesmo, e, para ele, isso era quase uma lei que ele seguia a risca. Não
fazia a mínima ideia de como se deixara levar com Nial.
Estava
perdido no desespero de seus pensamentos quando sentiu um homem
segurar-lhe os braços nas costas. Não precisaria de mais de um. Aquele
homem sozinho, com apenas um braço, conseguiria deter Aurel de qualquer
coisa, e como ele sabia disso sequer lutou contra.
– Você me deve,
Au. Eu não costumo deixar as pessoas me devendo, sabe, faz mal para a
reputação, mas eu fui paciente com você, te dei mais tempo do que
qualquer um daria. Você tem meu dinheiro, Au?
O apelido saído da
boca de Eddy causava asco em Aurel. Ele não tinha o dinheiro, e mesmo
que implorasse, ele não o daria mais tempo para consegui-lo. É verdade
que ele havia sido paciente demais e que qualquer outro o teria matado
ou dado uma surra há muito menos tempo. Aurel apenas acenou um ‘não’ com
a cabeça e logo depois sentiu um soco na bochecha, o gosto ferroso do
sangue vindo em seguida. Ficou tonto, o soco fora forte, e demorou um
pouco para voltar a raciocinar normalmente. Quando finalmente voltou a
si percebeu que eles não batiam nele, mas em Nial, que deveria ter
reagido quando um de seus comparsas socou a cara de Aurel.
Aurel via sangue no chão saindo de Nial e foi invadido novamente por um desespero incontrolável.
–
Não! Para! Eu vou arrumar o dinheiro! Está ouvindo, desgraçado? Pare
com isso! – Aurel gritava e se debatia, porém como tinha certeza, o
homem sequer precisava fazer esforço para segurá-lo. Estava mais que
desesperado. Sabia que se Nial continuasse a apanhar daquela maneira não
sobreviveria. Sentiu a visão embaçar; primeiro achou que fossem
lágrimas e no momento seguinte mergulhara em um profundo breu.
Estava de volta ao lugar de seu sonho. A casa velha e caindo aos pedaços. Mas algo parecia estar diferente, mais... Sombrio.
Pensou Aurel. A névoa de antes se transformara em alguma espécie de
fumaça negra e mais espessa, parecia senti-la arrastar-se entre suas
pernas, como se fosse algo caracachento. Assustou-se, mais uma vez, com a
mulher que aparecera de repente, era a mesma mulher de antes, mas ela
também parecia estar mais sombria e misteriosa do que na primeira vez
que estivera ali.
Eu avisei-lhe. Disse que não deveria prosseguir. Que não deveria voltar para casa, mas agora é tarde demais. Desculpe-me, meu senhor, mas isso é necessário. Eu preciso cuidar de sua vida e se não o fizer agora, acredito que em pouco tempo será morto. Sinto muito por sua perda.
Aurel não teve tempo de retrucar. Aquela fumaça negra e espeça subiu e entrou em sua boca, sufocando-o. Caiu de joelhos, colocando a mão na garganta, a sentia queimar enquanto aquilo continuava sendo sugado por sua boca contra sua vontade. Seus olhos escureceram e ele via várias imagens e, de alguma forma, sabia que era ele em outra vida. Seu verdadeiro eu, lembrou-se da mulher dizer-lhe. Ele via monstros, chacinas e cenas de terror que nenhum humano conseguiria presenciar e continuar são. Quando abriu os olhos a fumaça havia desaparecido, e não havia nada além da casa em ruínas, o chão nu, sem nenhuma névoa – branca ou negra. Entendia agora o que ele era; era Ícelo, um dos Deuses dos sonhos. O Deus do pesadelo.
Quando
voltou ao quarto era outra pessoa. Era ícelo e Aurel, e ainda não sabia
como lidar com a situação. Estava mergulhado demais nos próprios
pensamentos para prestar atenção em qualquer outra coisa, a calma que
fazia no recinto fez lembrar-se do que estava acontecendo quando fora
levado para aquele outro mundo. O véu entre o mundo dos sonhos e o mundo
real. Quando olhou ao seu redor, procurando os olhos de Nial,
encontrou-o deitado no chão, com os olhos fechados. Primeiro imaginara o
pior: que ele havia morrido, mas então percebera que todos os outros
homens também estavam caídos no chão, como se estivessem dormindo.
Aurel
correu até Nial, acariciando lhe o rosto enquanto algumas lágrimas
caíam direto dos seus olhos sobre o rosto do homem adormecido. Percebera
então o pedacinho de um desenho em sua pele, tirou a camisa de Nial
para vê-la melhor e sentiu um horror indescritível. Havia o desenho
negro de uma árvore em seu peito direito. Era igual a que ele vira no
próprio peito de manhã, mas essa estava cheia de folhas, parecia com a
árvore Acer, e se assustou novamente quando viu uma folha da árvore
cair, como se o desenho estivesse vivo. Olhou no peito dos outros homens
e todos tinham a mesma marca. Todos estavam respirando, mas adormecidos
como se estivessem em coma.
Aurel perdera a vida por muitas
horas, mesmo que ainda respirasse. Sentiu que tudo a sua volta podia
explodir e que nada mais importava para ele, que ele poderia ser
roubado, estuprado ou morto, que não faria nenhuma diferença. Sinto muito por sua perda,
lembrou-se da mulher do Véu dizer e agora entendia o significado. Ele
perdera Nial, e no fundo sabia que fora ele que o matara.
Nota: Capítulo escrito por Davi Moraes
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