Jade já avistara muitas paisagens de todas as cores e formas
possíveis naquele mundo, mas aquela era, sem dúvidas, a mais bonita de
todas. As árvores dispostas em uma fileira de ambos os lados formavam um
lindo longo corredor a sua frente, com os galhos criando uma abóbada de
folhas amareladas e uma sombra fresca para um dia quente. O aroma
daquele lugar também era agradável, o ar cheirava a um maravilhoso
perfume de flores, não era forte, doce demais ou enjoativo, pelo
contrário. Ela conseguia sentir um delicioso gosto igual ao aroma.
Os
galhos que compunham a abóbada estavam cheios de frutos levemente
arredondados e de cor branco-fosforescente, o brilho era intenso e
iluminava boa parte do caminho pelo corredor sem aquecê-lo. A luz
emitida pelos frutos delatava os troncos de árvores arranhados por
animais maiores e a seiva endurecida devido à exposição ao meio externo.
O agradável cheiro parecia vir dos frutos e da resina feita a partir da
seiva endurecida, pois havia muitos animais menores nas árvores e no
chão do corredor comendo os frutos e mordiscando a seiva.
Jade
achava bom saber que ela poderia comer aquele fruto, ela estava faminta.
O jogo começara havia uma semana, e Jade caminhava sem rumo tentando se
manter viva. Sempre lhe disseram que ela era uma fraca e inútil por ser
híbrida e talvez fosse mesmo, pelo menos era como ela pensava. Ela
nunca conseguira controlar suas habilidades direito e mal conseguia
encontrar comida para encher o estômago. Cruzamentos com humanos eram
considerados tabus em seu mundo, sua mãe fora a primeira a quebrar em
séculos.
Jade era meio humana e meio safir, uma jovem considerada
bastante alta para uma humana e muito baixa para uma safir. Ela tinha
dois metros de altura e ainda era uma adolescente de quinze anos, que
odiava sua condição de hibridez. Contudo, devido ao hibridismo, Jade
podia escolher entre uma aparência mais humana ou mais safir. Ela sempre
preferia a aparência mais humana.
A jovem híbrida andou em
direção ao corredor e conforme avançava, os animais se escondiam atrás
das árvores. Eles a observavam com uma mistura de curiosidade e medo.
Jade andava sem prestar atenção nos animais, ela apenas queria saciar
sua fome.
Ela parou na metade do caminho, abaixo de um galho
cheio de frutos. As árvores não eram muito altas, talvez fossem para
alguma outra espécie, mas não para ela. Ela só precisava esticar os
braços e se elevar um pouco na ponta de seus pés para pegar um dos
frutos na árvore, e foi o que ela fez. Então se sentou no chão para
fazer sua refeição.
Ela estava prestes a começar a comer quando
reparou os olhos da floresta sobre ela, escondidos na escuridão abaixo
das grossas raízes expostas das árvores. A sensação de ser observada por
mil olhos lhe dava agonia e a impedia de prosseguir com sua refeição.
Seu estômago ansiava por aquele fruto, mas ela não conseguia comer.
Um
pequeno esquilo saiu de seu esconderijo embaixo da raiz da árvore e se
aproximou de Jade. Ela o observou com atenção enquanto ele saia de onde
estava e parava alguns centímetros a sua frente. Ele a fitara, depois
fitara o fruto na mão dela e, então, voltou a fitá-la. Jade percebeu de
imediato o que o pequeno animal queria, ele queria comida.
– Você quer um pouco? – ela partiu o fruto ao meio e colocou uma metade na frente do esquilo.
O
esquilo olhou para o fruto em sua frente, olhou para ela com
desconfiança e avançou sobre a comida com cautela, sempre olhando para
Jade desconfiado. Quando percebera que não havia perigo nenhum, o
esquilo começa a comer.
Após o primeiro animal começar a comer,
outros apareceram pedindo-lhe comida, um a um. Jade pegara vários frutos
na árvore e compartilhara-os com seus novos amiguinhos. Um fruto bastou
para lhe deixar saciada.
Ela se levantou e continuou andando
corredor adentro após comer. O pequeno esquilo que se arriscara a lhe
pedir comida a seguiu. Ele não tinha medo de Jade apesar de ela ter dez
vezes o seu tamanho. Ele escalou o corpo dela até chegar ao seu ombro e
prosseguiram juntos.
No caminho, Jade colhera mais uma fruta e
guardara em sua mochila, nas costas, para a viagem. A mochila era feita
para viagens de escotismo, havia materiais básicos de sobrevivência
na selva e espaço para armazenar comida para dois dias. Jade trouxera a
mochila consigo quando fora trazida a Mithra, ela estava se preparando
para fazer uma viagem com seus companheiros escoteiros quando fora
teletransportada junto com a mochila. Ela não foi à viagem, mas foi bom
ter trazido a mochila consigo.
Quando o belíssimo corredor de
árvores acabara, Jade se deparara com outra paisagem que outrora fora
ainda mais linda, agora restara apenas a sua ruína. As altas colunas de
pedras brancas dispostas em forma de circulo estavam quebradas e
esparramadas pelo chão, o teto do gazebo partira-se ao meio e desabara e
os bancos de pedra estavam soterrados pelos enormes blocos de pedra.
Gramíneas e trepadeiras invadiram o lugar e cobriram a maior parte das
paredes, o teto destruído e o caminho pavimentado que levava até o
gazebo.
Alguns anos atrás, ali teria sido um bom lugar para
relaxar e passar o tempo. Os arbustos em semicírculo atrás do gazebo
cresceram de forma irregular, mas ainda demonstrava todo o esplendor que
aquele lugar tivera. As árvores com seus frutos brancos fluorescente
espalharam-se por todo seu campo visão, o fruto iluminava os pequenos
espaços entre as árvores onde a luz do sol não conseguia tocar o chão e
tingia o solo, caule e as folhas com sua fluorescência.
Jade
caminhava para frente devagar, olhando para os lados a contemplando
aquela beleza. O seu amiguinho esquilo saltara para o chão e
acompanhara-a pelo chão, ao seu lado, farejando o cheiro de mais comida
pelo chão. Enquanto andava, o chão cedera e ela caíra em um buraco
inundado de quinze metros de altura. Para a sorte dela, ela conseguira
se teletransportar para superfície da água, diminuindo a altura da queda
e por consequência o impacto, antes de seu corpo se chocasse contra a
água em uma queda de quinze metros.
– Droga!
Jade olhou
para cima, seu amiguinho a fitava na beira do chão cedido. Era muito
alto para ela se teletransportar para a superfície novamente, ainda não
conseguia ultrapassar a distância máxima de dois metros com seu
teletransporte.
– Fique ai! Darei um jeito de subir. – disse ela para o esquilo sem se tocar que, provavelmente, ele não a entenderia.
Ela
tentou escalar a parede, porém era muito íngreme e possuía poucas
superfícies de apoio, sempre caia na água novamente após o segundo
apoio. Jade nunca fora boa em escalar as coisas, era um pouco
desajeitada e sempre acabava escorregando sem subir muito.
Ela o
olhou mais uma vez, ele ficou parado na borda olhando-a por algum tempo,
depois foi embora. Ele voltou alguns instantes depois com uma planta na
boca, uma parte da trepadeira, e saltou para junto dela. Jade ficou
espantada com sua atitude, mas conseguira pegá-lo no ar.
– Você ficou doido?!
O
esquilo estava em pé na palma da mão de Jade. Ele segurou a planta que
trouxera consigo em suas minúsculas mãos, roera um pedaço e depois
oferecera o restante a Jade.
– O que quer?
O animal tentou
forçar Jade a comer a planta, enquanto ela falava, ele jogou-a para
dentro da boca dela, mas ela cuspiu enquanto tossia engasgada.
– Ecaa, isso tem gosto ruim! O que você estava tentando fazer?
O
pequeno animal pegou a planta novamente, furioso, e começou a guinchar e
fazer Jade comer a planta. A jovem tentou se esquivar e fazer o esquilo
parar, mas depois de um tempo acabou cedendo e comendo a planta.
– Satisfeito agora?!
A fúria do animal passara, ele estava contente por sua vitória.
– Já que você vai ficar comigo, precisará de um nome.
Jade
pensava em um bom nome enquanto o esquilo estava mais preocupado com
outra coisa. Sair por cima seria impossível, o único jeito seria
procurar uma saída por baixo, talvez algum túnel. O pequeno esquilo
vasculhava o poço atrás de alguma coisa que os ajudassem a sair dali,
mas embaixo da água era fundo demais para ele e escuro, ele tivera sorte
de achar uma antiga caixa de vidro.
– Ei, o que acha do nome
Barlow? – Jade parou por um momento, pensativa, então virou-se para
procurar seu amigo – O que está fazendo?
Ela levantou a caixa por uma das extremidades, retirando-a da água. O esquilo estava pendurado à caixa pela outra extremidade.
– O que é isso, Barlow? Parece feita de vidro...
Barlow
largou a caixa e saltou para cima de Jade, escalou-a até chegar à
mochila que ela carregava em suas costas, então se jogou dentro dela.
Jade retirou a mochila das costas e a abriu para ver o que seu amiguinho
estava fazendo.
– O que quer ai dentro?
Barlow guinchou, ele tentava dizer algo a Jade enquanto segurava o fruto branco-fluorescente.
–
Quer que eu coloque isso dentro da caixa? – perguntou sem entender como
conseguia entender o que um animal falava – Deixa-me ver como se abre
essa caixa então...
Jade colocou a mochila, aberta, nas costas
novamente para ter as duas mãos livres para examinar a caixa. Dentro da
caixa havia dois compartimentos, o cubo maior, considerando toda a
caixa, e um cubo menor em uma das extremidades dentro do maior. Dentro
do cubo menor havia algumas engrenagens e mecanismos para abrir e fechar
a caixa e para vedá-la. Uma pequena e quase imperceptível alavanca no
exterior da caixa acionava a tranca para abrir.
A jovem precisou
usar a unha para abrir a caixa, seus dedos eram grandes demais para um
mecanismo tão minucioso. Após abrir, ela colocou o fruto lá dentro e
fechou a caixa, que por sua vez se trancou e vedou sozinha. A caixa fora
feita sobre medida para o fruto, pois este cabia perfeitamente dentro
dela, sem sobrar espaço no raio das duas formas geométricas.
Barlow
pulou para fora da mochila de Jade e mergulhou na água. O poço tinha
vinte e cinco metros de altura, sendo um metro e oitenta centímetros
preenchidos pela água. Jade conseguia alcançar o chão do poço sem
problemas, mas talvez outra pessoa não teria tanta sorte quanto ela.
O animal guinchou novamente enquanto tentava puxá-la para um mergulho também.
–
Eu já vou! Preciso fechar minha mochila primeiro ou ela vai se encher
d’água. Tenho coisas dentro dessa mochila que não devem ser molhadas! O
tecido hidrófobo deixa o interior sempre seco.
Jade a fechou e
mergulhou. O espaço para mergulho era pequeno para ela, mas ela não se
preocupou com isso. Estava mais preocupada em saber o que acontecera com
aquele lugar. Olhando ao redor, ela percebera que o poço onde ela caíra
fora, na verdade, uma sala de alguma civilização que fora inundada. O
mais estranho era, por que construir algo bem fundo numa montanha? Essa
resposta ela não tinha, mas objetiva em descobrir.
Observando
mais fundo o poço, ela encontrou algumas ampolas com um líquido branco
em cima de uma mesa de pedra. No vidro da ampola, apesar de muito
borrado por causa da água e quase ilegível, estava escrito extrato de ambrosia.
Ao lado dos frascos, havia vários pergaminhos, entretanto a maior parte
estava em branco, apenas dois destes possuíam algo escrito. Jade pegou
um deles e tentou ler.
O
pergaminho estava gasto, parte das palavras e frases estava borrada por
causa da água, por isso, não foi possível ler, ou mesmo entender alguma
coisa. Mas Jade decidiu que iria levar consigo assim mesmo, ela poderia
examiná-lo melhor e tentar descobrir o que estava escrito em outro
lugar numa ocasião mais calma.
Ela pegou as ampolas e o
pergaminho sobre o extrato de ambrosia e subiu a superfície, onde abriu a
mochila e guardou tudo em seu interior seco, depois voltou a mergulhar.
Estava curiosa para saber o que encontraria no outro pergaminho. Ela o
abriu e começou a ler.
Serpente do Mar
A
Serpente do Mar é um monstro marinho que se alimenta de peixes e outros
seres marinhos. É também conhecido como maior predador marinho, pois
não há outro animal que se alimente dele.
O monstro tem a
forma de uma serpente gigantesca. No lugar de escamas, o monstro possui
placas tão resistentes e aparência parecida como de uma pedra. Os olhos
são grandes fossas amarelas e o comprimento é de trinta metros.
O
rugido da serpente do mar pode causar surdez parcial ou total se
estiver muito próximo e exposto a ele por muito tempo. É possível
ouvi-lo de longe e sentir seus rugidos, pois estes reverberam no chão
por quilômetros.
Não há como matar a serpente do mar, ou
pelo menos uma que nós conhecemos, ela é forte e resistente. Nenhum
ataque físico penetra nas escamas de pedra e magia apenas retarda o
monstro, mas não o mata. Enquanto estiver perto do Mar Central, é
preciso ter cuidado, pois é o lugar de pesca preferido dele.
Se
estiver lendo estas anotações, mude-se para o leste. Encontramos abrigo
lá, estará seguro se decidir viver conosco, ser marinho. Vivemos
isolados no fundo do oceano e longe dos corais, onde há mais cardumes.
Procure-nos se desejar e tome cuidado em sua jornada.
Jade
achara que este último pergaminho estava mais legível, talvez fosse
mais recente que o outro. Havia algumas palavras em que a tinta estava
borrada, mas ela conseguiu decifrá-las através do sentido do texto.
– Onde será que estamos agora, Barlow?
Ela
apertou a pedra vermelha em sua pulseira e em alguns segundos um mapa
se abriu. A visibilidade do mapa embaixo d’água era tão perfeita quanto
fora, ela conseguia distinguir com perfeição os pontos do mapa. Eles
estavam próximos a um dos grandes afluente do Mar Central, o Rio Khawas,
que corta a Grande Floresta do Sul em duas partes. No meio das duas
partes há uma pequena ilha, eles estavam alguns metros abaixo da
superfície da montanha, mas ainda acima do mar.
O Mar Central
rodeava as terras da biblioteca, segundo o mapa. Talvez a Serpente fosse
algum tipo de besta mágica que protegesse a biblioteca, talvez fosse
apenas um monstro marinho mesmo. Ela não saberia ao certo até o momento
em que fosse para a biblioteca, esperava não encontra-lo, mas se por
acaso o encontrasse, ela precisaria estar muito mais forte do que estava
agora. Ela precisava treinar e aperfeiçoar suas habilidades e também
talvez fosse preciso ajuda de amigos, sozinha ela sabia que tinha poucas
chances de vencer, o mais provável era que virasse refeição de serpente
marinha gigante.
Jade estava dispersa olhando o mapa e pensando
sobre a biblioteca, foi acordada de seu devaneio com as tentativas em
vão de Barlow de puxá-la para algum lugar. Barlow tentava leva-la para a
única saída encontrada, um túnel no fundo do poço. Ela teria que andar
engatinhando até a outra ponta do túnel, pois era grande demais para
caber em pé nele.
O túnel era extenso, por um pedaço do caminho,
eles caminharão submersos na água. Contudo, nos outros 2/3, o túnel
subia quarenta e cinco graus e, por isso, o restante do caminho seria
feito fora da água. O caminho era um pouco íngreme e escorregadio, além
de pequeno para Jade. Ela tinha impressão de que quanto mais avançavam,
mas estreito aquele túnel ficava. Seus joelhos e seus ombros estavam
esfolados de tanto arrastar nas pedras e lama do túnel.
O túnel
levou-os para uma pequena e estreita caverna. Com a lanterna
improvisada, eles puderam ver com detalhes os murais nas paredes, eram
pinturas da Serpente do Mar com seus aspectos sombrios e assustador. As
presas eram afiadas e do mesmo tamanho ou maior que um homem. Abaixo das
pinturas, no chão, havia inúmeros ossos de diversos animais e alguma
espécie humanoide.
Jade olhava para aquele lugar, aterrorizada,
enquanto Barlow farejava alguma coisa no meio do acre e do cheiro de
mofo daquele lugar. Ele guinchou para Jade e ela também sentiu.
– Um cheiro de brisa. – respondeu ela ao guincho de Barlow enquanto trocavam olhares.
Eles
procuraram a fonte do cheiro, seguindo-o, até encontrar um túnel ainda
mais íngreme do qual ela veio, este era ainda mais apertado do que o
anterior. Ela não conseguiria ir por ele se não fosse deitada. Ele
descia pela escuridão até se encontrar com a brisa e a maresia de uma
praia.
Jade desceu primeiro para segurar a lanterna. Ela retirou a
mochila e a colocou na frente, o atrito da descida poderia rasgar o
tecido. Acima da mochila, ela segurava a lanterna, os pés foram na
frente para assegurar uma aterrisagem mais segura. Barlow veio logo
atrás dela.
A descida levou um tempo incontável, mas por fim, ela
chegara em segurança à costa oeste da pequena ilha. Infelizmente, uma
garota passava em frente ao buraco quando Jade saiu dele. Ela caiu em
cima da garota e Barlow em cima dela.
– Quer fazer o favor de sair de cima de mim! – berrou a garota.
Jade
a obedeceu e saiu de cima dela quando o esquilo pulara para outro
lugar. Quando se levantou, percebera, talvez pela primeira vez na vida, o
quão ela alta era. A garota não tinha muito mais que um metro e
sessenta, usava roupas de couro e em seu pescoço estava pendurado uma
pedra cor de âmbar de forma rústica.
Jade pendurou a mochila em
suas costas enquanto a garota resmungava alguma coisa na qual ela não
prestou atenção. Ela também retirou o fruto da caixa de vidro e guardou
ambos em sua mochila. Estava pronta para continuar sua jornada.
– Ei, eu estou falando com você! – a garota segurou Jade – O que deu na sua cabeça de se jogar em cima de mim?
– Eu não me joguei, estava tentando sair de dentro da montanha!
A discussão das duas continuou por algum tempo. Barlow estava farejando
alguma coisa perto da água enquanto elas brigavam, parecia o cheiro de
um delicioso peixe. Ele se preparava para capturar a presa e quando
tentou, alguma coisa se mexeu dentro dá água e o peixe sumiu. Barlow viu
as imensas fossas amarelas, o focinho o cheirando e parte dos dentes
afiados. Imediatamente um arrepio subiu sua espinha e seus olhos se
arregalaram de terror.
O monstro emergiu alguns metros acima do
nível do rio. Alice foi a primeira a vê-lo após Barlow o encontrar. Seus
olhos se arregalaram ao encontrar os do monstro, calafrios subiram a
espinha, o coração se acelerou e suava frio. A pedra cor de âmbar
esquentava pendurada em seu pescoço, o seu interior parecia em chamas.
– O que foi? Parece assustada. – disse Jade ao ver a rápida mudança de Alice.
Alice
não disse nada, mesmo que tentasse, as palavras não saiam de sua boca.
Ela estendeu o braço e apontou para trás de Jade. O braço dela tremia
junto com suas pernas.
Jade se virou para olhar o que era,
assustou-se ao ver a Serpente do Mar atrás dela. As duas recuaram
devagar, dando um passo para trás de cada vez. Estavam assustadas e sem
reação.
– De novo não... – resmungou Alice.







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